Em momentos de reflexão com líderes  identificamos que um dos fatores que levam à graves problemas na relação gestor x colaborador, está em pontuar o advérbio Não. Essa dificuldade permeia geralmente por conta da maturidade profissional do gestor.

A linguagem é essencial ser tratada para que todo e qualquer Feedback e precisa ser interpretado como uma evolução e crescimento para a organização.

Existem vários fatores dentro de uma relação que levam a pessoa ter dificuldades ao pontuar uma negação de uma situação.

Veja alguns que foram mais apontados por gestores discutidos ao longo de nossos programas de liderança:

– Resceio/Medo: O líder não se sente seguro suficiente para oferecer o seu posicionamento e procrastina a decisão, gerando uma ilusória percepção, ao colaborador, de que aquela situação vai ser aprovada/aceita pelo seu líder;

– Aceitação: O líder nessa situação sente que a equipe vai aceitá-lo se ele aprovar as situações e muitas vezes a equipe testa a conduta do líder e aproveitando-se, até com manipulação da boa fé do líder, gerando grandes desequilíbrios.

– Modelo de Gestão: O líder nessa situação encontra-se no patamar de gestão mas não consegue distinguir se precisa atuar como influência ou  autoridade, gerando desequilíbrio no modelo de gestão.

– Coragem de enfrentar uma situação difícil: Nesse caso, é um problema psicológico a ser enfrentado. O líder tem um bloqueio de se confrontar com situações difíceis e por isso procura não enfrentar a situação problema, gerando na equipe um sentimento de que tudo é possível colocando a líder em “cheque mate”.

– Disponibilidade: O líder nesse caso está tão envolvido com as operações e decisões do negócio que não dispõe tempo para tratar as situações que precisam ser definidas e isso gera outro desequilíbrio pois a equipe sem o retorno da informação constrói cenários que não correspondem com a realidade, através  principalmente da informalidade “rádio peão”

– Clareza das políticas organizacionais: Nesse caso, o líder tem interesse de resolver as situações mas as políticas organizacionais não são claras, permitindo uma ampla gama de interpretações e assim o colaborador manipula o líder para obter suas vantagens.

– Falta de foco no resultado:  O gestor não conhece as metas, os indicadores e até os objetivos organizacionais. Isso leva à perca de foco da equipe.  Nesse caso, é necessário aprimorar o nível de entendimento das metas e definir ações com suas respectivas prioridades para que a equipe possa melhorar sua performance e consequentemente o gestor realizar o devido acompanhamento,  direcionando às expectativas da empresa.

– Visão “Tarefeira” do Gestor: Nessa situação o gestor, geralmente, está inserido diretamente nas operações do negócio. O desafio está em buscar ter uma visão macro da operação, mas infelizmente fica restrito a 2 ou 3 operações e levando a “esquecer” do todo. Nessa situação, os gestores acabam por não conseguir dispor atenção a todas as operações simultâneas e naturalmente acontecem atrasos e desequilíbrios operacionais. Geralmente, esse gestor, trabalha “apagando fogo” das atividades. É importante que o gestor esteja pautado no mapa de processos definidos (as vezes a equipe nem conhece os processos e sequer é auditada sobre suas operações). Esse formato, gera dependência da equipe para com o seu gestor, centralizando todas as decisões.

Consciente dos pontos críticos, cabe ao gestor analisar se está acontecendo alguns desses pontos em sua carreira e tratar de modificar seu comportamento. Em toda relação empresarial, o respeito e o limite são necessários serem estabelecidos para que as pessoas envolvidas estejam agindo de forma coerente, sem discrepâncias e buscando minimizar entendimentos errôneos no dia a dia das operações de uma empresa.

Fonte: Administradores.

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